26 setembro 2010

Mais um reveza: Thunder Race

Ontem participei de mais um revezamento na busca pelo tão esperado “ritmo de prova”: nadei para a equipe mista Mega Dream – que teve também Lisandra Andrade, no ciclismo, e Paulo Xavier, na corrida – no Thunder Race, em Caiobá.


A prova, realizada pela Cia de Eventos pela primeira vez, teve as distâncias de 3km de natação, 152km de ciclismo e 28km de corrida, e contou com cerca de 70 participantes, entre eles 21 revezamentos. Apesar da pequena quantidade de atletas, a organização foi impecável e as distâncias são muito chamativas para os amantes de provas longas, o que me leva a acreditar muito no potencial da prova.
Depois de uma semana de muito frio e chuva no sul do país, o dia da prova teve tempo nublado, mas seco. O mar estava calmo na superfície, mas revolto abaixo do nível da água: a tradicional corrente da Praia Mansa de Caiobá mais uma vez apareceu, fazendo com que tática e orientação se tornassem mais importantes que força na etapa de natação.
 
Mais uma vez nadei bem, e ainda larguei melhor do que em Santos. Fui de novo a segunda mulher a sair da água, mas desta vez a primeira foi a triatleta profissional Vanessa Cabrini, que há anos se destaca pela natação, então fiquei feliz com o resultado!
 
Depois de mim, a Lis fez um pedal bem consistente e passou o chip para o Paulo cinco minutos antes do previsto. Ele também correu bem, e nós fechamos o dia na 4ª colocação entre as equipes mistas. Pódio inesperado! :)

 
Obrigada a todos que participaram de mais este desafio: meus patrocinadores e apoiadores (Asics, Aqua Sphere, Accelerade, Clínica 449, Cia Athlética e Vélotech), à minha técnica Rosana Merino, às minhas amigas (e técnicas da Equipe Mega) Vanuza Maciel e Camila Campanhola – que nos ofereceram a inscrição, a hospedagem e muitos momentos de diversão – e, principalmente, ao meu time, Lis e Paulo, pela excelente companhia e pela super dedicação! Parabéns!

20 setembro 2010

Ufa! Voltei...


Finalmente, depois de 10 meses longe das largadas de provas, voltei ontem ao Troféu Brasil de Triathlon. E percebi que preciso largar mais vezes... E urgente!

Disputei o revezamento em Santos com minhas amigas do RM Elite Team Tuanny Viegas e Thaty Porto, e ganhamos a prova de equipes sem grandes problemas. Na parte sob minha responsabilidade, a natação, terminei em 2º com 12’00” (na entrada da transição), atrás apenas de uma atleta júnior recém saída da natação – então, missão cumprida: nadei bem!

Mas a largada... Ah! A largada...

Eu sempre tive dificuldade com aquela largada de Santos. O mar é raso, a maré está sempre baixa, parece que corremos mais do que nadamos! E eu, que não sou exatamente uma pessoa alta, estou sempre um “estilo” à frente das minhas concorrentes: enquanto elas ainda correm, eu já salto; enquanto elas saltam, eu golfinho; quando elas começam a golfinhar, já estou nadando. E o prejuízo já está acumulado, e eu tenho que buscar a nado.

Ontem não foi diferente – mas acentuado pela falta de ritmo de provas. Quando começamos a saltar as ondas, a Bel Fonseca (minha amiga, colega de treinos da RM e atleta júnior) estava uns cinco metros à minha frente; quando ela começou a nadar, eu já nadava há uns bons segundos e estava uns 50 metros atrás, pelo menos! Que desespero...

Como eu estava ali pra fazer força, mesmo, pus na cabeça que tinha que alcançá-la até a primeira bóia. Escolhi uma linha mais fechada, pois a corrente puxava para a direita, e fui sozinha, enquanto o pelotão feminino ficava à minha direita porque começara em linha reta.

A estratégia deu certo, e passei o grupo sem ser incomodada ou levar pancadas, chegando na primeira bóia lado a lado com a Bel – e por dentro. Fiz o contorno, cutuquei a Bel, que me viu e entrou na minha esteira. Puxei até a segunda bóia, onde achei espaço entre um grupo de atletas masculinos (da largada anterior) e continuei minha linha reta até a praia – já sem a compania da Bel, que ficou presa entre os homens.

A saída da água não foi muito melhor que a entrada, pelos mesmos motivos. Mas foi emocionante! Todo mundo torcendo, batendo palmas... Há quanto tempo eu não via aquilo!


Passei a pulseira pra Tuanny, que logo alcançou a garota que estava à nossa frente, mas competia sozinha... E saí correndo para fazer mais uma transmissão da prova dos profissionais para o twitter do @mundotrilive!

Minhas amigas cumpriram muito bem seus papéis e agora cada uma de nós tem um troféu que nunca imaginou que teria: eu, de nadadora; a Tu, de ciclista; e a Thaty, de corredora! Quem não presenciou o episódio não vai saber nunca o nível da concorrência... :)

Obrigada ao meu time, a toda a Equipe RM e Coach Rosana Merino, aos meus patrocinadores e apoiadores (Asics, Aqua Sphere, Accelerade, Clínica 449, Cia Athlética e Vélotech), médicos, fisioterapeutas e, especialmente, à minha família por terem participado de mais essa conquista na minha busca pelo retorno definitivo às competições.

Espero estar de volta à Elite em breve, mas, por enquanto, vou continuar fazendo largadas e tentando melhorar esse meu ponto fraco. Esta semana tem mais: Thunder Race, em Caiobá. A entrada na água é bem parecida, mas pelo menos o desespero será menor: depois da corrida, são 3000m de natação. Oba!


17 setembro 2010

Troféu Brasil de Triathlon

Para quem se perguntou se eu realmente estaria largando na prova deste domingo, em Santos, a resposta é... SIM!!!

Ainda não estarei competindo sozinha, nem muito menos largando entre as profissionais, no triathlon olímpico – embora a vontade seja tremenda e as pernas, pulmões e coração estejam prontos para isso. Mas ainda faltam alguns “detalhes” da minha recuperação (do tipo: a fratura da bacia terminar de consolidar), então eu vou seguir ordens médicas (e pedidos calorosos da minha família) e me contentar com a emoção da largada.

Participarei de um revezamento com as minhas colegas do RM Elite Team Tuanny Viegas (ciclismo) e Thaty Porto (corrida), sem nenhuma pressão por resultado. Aliás, definitivamente esta não seria a nossa melhor formação de revezamento se o resultado final fosse o foco: originalmente, a minha especialidade é a corrida, e das outras duas a natação. Mas todas competiremos nas disciplinas nas quais temos maior dificuldade – e como diz o velhíssimo ditado: água mole em pedra dura...?

Tenho certeza de que será uma experiência emocionante (o retorno às competições), divertida (o revezamento), valorosa (o tiro de largada e a natação “pra morte”) e, provavelmente, dolorosa (triathlon sprint deixa qualquer um quebrado!). Mas não vejo a hora de alinhar naquela areia de Santos e esperar a buzina de largada...

FÓÓÓÓÓÓÓÓÓMMMM!!!!!!!!!!